sexta-feira, 27 de novembro de 2015

eu tento
naturalizar as perdas
desmistificar as mortes
introjetar o viva e deixe morrer
entender os fluxos
permitir partidas

eu tento

e perco
e morro junto
e interrompida
fico.

domingo, 8 de novembro de 2015

Tenho revisitado meu passado em sonhos.
Tenho criado mais histórias na minha cabeça.
Encontrei bolinhas de naftalina.
Falta reencontar a coragem de "pagar pra ver".

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Meu coração Caetano.

Daquilo que foi tudo,
desencontro e desencanto;
lucidamente perceber
que você não vale o tanto,
que é pequeno pro meu desejo,
que teu muito é muito pouco.
e que eu...
eu sempre quis muito.

domingo, 3 de maio de 2015

Aurora

E eu olho pela janela
E eu vejo tudo o que sempre quis.
Quando a gente sonha
Nunca é o enredo inteiro
A gente tem uma imagem,
Um sentimento...
Mas o que leva a ele,
o que faz eles acontecerem
-imagens, sentimentos-
Ignoramos;
Desconhecemos;
E hoje estou aqui...
Na paisagem sonhada, desejada.
E meus sentimentos, adormecidos...
Esquecidos? ainda não;
Conservados em bolsas térmicas...
Aguardando a completude, a posse,
A guarda, as rédeas, do que é porvir.

domingo, 12 de abril de 2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Risos

Você chegou com um sonho
E eu, fui atrás, com tudo.

Planejamentos de um novo amor.

domingo, 29 de março de 2015

Voar

No dia em que aprendi a andar de bicicleta um passarinho aprendeu a voar.
Ainda o tive nas mãos por alguns minutos.. Apreensiva, superprotetora...
Mas a lição de deixar viver se fez, e aquele pequenino pássaro deixou minhas mãos e foi escrever seu destino;
Enquanto eu subia mais uma vez na magrela e persistia no meu sonho de voar sobre duas rodas.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Vida.

Eu e meu superpoder de inventar, na memória, histórias que são mais divertidas que as reais...

terça-feira, 24 de março de 2015

Gabriel

E eu te conheci
E reconheci
Pois lobos velhos são-me familiares
Vejo os milênios refletidos nos teus olhos de duas décadas
As solidões das viagens e caçadas
Os silêncios das florestas
O caminhar solitário lado a lado.
Tua pele nova contrastada na longa idade da propriedade de teus movimentos
Teus passos certeiros e silenciosos trazendo às narinas da memória  as folhas dos carvalhos de lugares tão distantes.
Tudo o que és vibra e me traz pulsante deslumbramento
Por poder deslizar os dedos entre os vastos pelos de um irmão-lobo.